Se hoje tivesse eu a liberdade de dizer
alguma coisa, me embriagaria do silêncio!
Onde pode habitar maior liberdade, senão num mundo sem dobras nem formas, arredio de todas as normas, vazio de sentido?
O sentido só bitola, aliena e controla aquilo que é livre!
Se dou-te um nome, já te possuo, se me põem um nome, já não me possuo mais...
Por isso calemo-nos...
Calemo-nos não por medo, por que o medo já dominou teu silêncio, a despeito de nominá-lo sensatez.
Calemo-nos não por respeito, cujo preço do regozijo, é o envenenamento do eu.
Nem tão pouco calemo-nos por objeção, estratagema político dos corpos aflitos.
Tudo em absoluto que dispomos, deseja falar em nosso nome.
Até mesmo estes silêncios jazem carregados de sobejos.
O silêncio a que vos falo, é o abdicar das heranças malogradas, é a plenitude do sentido, sua superação e seu além.
Se embriagar do silêncio é perder-se no sentido, alcançando a condição...
Embriagar-se do silêncio é não tornar-se silencioso, mas ser o próprio silêncio!
Onde pode habitar maior liberdade, senão num mundo sem dobras nem formas, arredio de todas as normas, vazio de sentido?
O sentido só bitola, aliena e controla aquilo que é livre!
Se dou-te um nome, já te possuo, se me põem um nome, já não me possuo mais...
Por isso calemo-nos...
Calemo-nos não por medo, por que o medo já dominou teu silêncio, a despeito de nominá-lo sensatez.
Calemo-nos não por respeito, cujo preço do regozijo, é o envenenamento do eu.
Nem tão pouco calemo-nos por objeção, estratagema político dos corpos aflitos.
Tudo em absoluto que dispomos, deseja falar em nosso nome.
Até mesmo estes silêncios jazem carregados de sobejos.
O silêncio a que vos falo, é o abdicar das heranças malogradas, é a plenitude do sentido, sua superação e seu além.
Se embriagar do silêncio é perder-se no sentido, alcançando a condição...
Embriagar-se do silêncio é não tornar-se silencioso, mas ser o próprio silêncio!
