quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Da Mediocridade Humana







As vezes eu fico a cá com meus devaneios e penso: Que mediocridade é a vida humana. 
O tempo fluido... O corre corre estressante da vida urbana... As frívolas relações humanas, o falso gosto do beijo... O repulsivo bom humor... E quando eu paro e penso que faço parte desse infame mundo de cores quiméricas, sinto em minha garganta o gosto do regojizo. Quão medíocres somos nós, seres humanos, em busca de sonhos e desejos... O que ser isso, se não puro devaneio. 
Em quê me reconforto, se até no silêncio de meus aposentos ouço os murmúrios das personas.
Ouço risos, extravagantes; ouço choros, agonizantes; ouço suplicas e maldizeres...Mas no fim concluo quão sãos, são meus devaneios...
Humanos acordai-vos...Somente sois carne e vísceras...E nos finais dos tempos nem isso serás...
 O tempo a tudo te rouba... Roubará também o sopro de tua vivacidade...E verás pelas fissuras de sua vista já enuviada seus sonhos e seus delírios sem cor, sem brilho, desfalecerem juntamente a teu corpo ...
No fim, o que resta é aquilo que durante toda vida tão freneticamente fugimos, o nada, a falta de sentido, a desesperança... Quando o momento chega você finalmente entende o sentido primeiro e inevitável da vida...A morte. Porque então, tanto medo delas?




sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Ao cair da Noite...




A noite caiu para mim e ontem, mais uma vez meus demônios vieram me atormentar.
E novamente sem medo deixei me embalar nas sensações de arrependimento e medo.

A primeira vista lhes pareço confusa... Lhes pareço atormentada...

Mas quem não já, durante a noite deixou que o escuro tomasse formas?

 Seja, como eu, silhuetas do passado, seja como lembranças de um recente presente, ou como na 

maioria da vezes, as sombras tomaram formas de um futuro desejado. 

Durante à noite, quando os murmúrios da cidade se calam, quando as mascaras são deixadas nos 

criados mudos, e você se desfaz da pesada capa publicitária. 

O escuro, seu amigo sem cor e sem forma, se transforma em seu mais fiel confidente,

 e você divide com ele seus mais profundos segredos.

 Quando não se pode contar com as pessoas físicas, tendemos a criar amigos imaginários... 

Chamem de mediunidade, rotulem de insanidade, há quem prefira denominar mesmo de possessão...

 Mas no silêncio e na privacidade da noite... Isso pode ser reconfortante.