sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Ao cair da Noite...




A noite caiu para mim e ontem, mais uma vez meus demônios vieram me atormentar.
E novamente sem medo deixei me embalar nas sensações de arrependimento e medo.

A primeira vista lhes pareço confusa... Lhes pareço atormentada...

Mas quem não já, durante a noite deixou que o escuro tomasse formas?

 Seja, como eu, silhuetas do passado, seja como lembranças de um recente presente, ou como na 

maioria da vezes, as sombras tomaram formas de um futuro desejado. 

Durante à noite, quando os murmúrios da cidade se calam, quando as mascaras são deixadas nos 

criados mudos, e você se desfaz da pesada capa publicitária. 

O escuro, seu amigo sem cor e sem forma, se transforma em seu mais fiel confidente,

 e você divide com ele seus mais profundos segredos.

 Quando não se pode contar com as pessoas físicas, tendemos a criar amigos imaginários... 

Chamem de mediunidade, rotulem de insanidade, há quem prefira denominar mesmo de possessão...

 Mas no silêncio e na privacidade da noite... Isso pode ser reconfortante. 

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