quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Nostalgias...








Nostalgias...
Engraçado como palavras podem roubar-te de ti mesmo, e te deslocar arrebatadoramente para labirintos do âmago tão escondidos que lhe são estranhos... Trazendo entre os fios da memória até aquele cheiro de maça da infância, tão sinuosamente diferente, tão nostálgico, saudoso... Como se houvesse em nós uma outra vida, e um outro eu, tão distantes e destoantes, que se perguntamos de fato, em que momento deixamos de ser? E agora, quê somos? Diante de “jiboias abertas e fechadas”, lembro-me muito do Pequeno Príncipe, em conversas sobre a doce e poderosa ingenuidade, agora amarga a nossos paladares e tão cara a nosso coração... E da flor entre milhões e milhões de estrelas, triunfou os boabás. Confesso que queria um pouco dessa ingenuidade, dessa leveza, hoje tão caricaturada. Colocá-la sobre este pesar que me angustia, que me martiriza, que me apodrece... Esse pesar de ser adulto, é uma capa demasiada pesada. Meu corpo e minha mente se contradizem o tempo todo, e minha boca peca, por não querer mentir. Esta semana estou cansada de mim, sinto verdadeiramente, falta de encontrar-me em outras conversas. 

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